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Depoimento: José Antônio C. Coimbra

“Em 1976, ano seguinte à minha formatura na Universidade Federal do Pará – UFPA, participei de processo seletivo e fui admitido como empregado na Eletronorte. Naquela época, a empresa contratava também outros profissionais experientes. Era uma estratégia para formar um quadro base composto por profissionais com experiência e recém-formados. A estratégia mostrou-se um sucesso; minha geração conviveu com profissionais muito bons e experientes. Foram criados programas de capacitação que consolidaram um quadro de alta qualidade nas diversas áreas. No meu entendimento, isso foi um dos fatores para a consolidação da Eletronorte. Nessa ‘escola’, iniciei como engenheiro na carreira técnica e depois fiz especializações e mestrado. Exerci vários cargos gerenciais e, em 1991, assumi, com muita honra, o cargo de Diretor de Planejamento e Engenharia. Atuei na Conferência Rio 92, juntamente com as equipes da Eletronorte e Eletrobras. Anos depois, fui conselheiro e presidente do Conselho de Administração da Eletronorte. Um fator relevante para mim foi o permanente, incansável e imenso apoio que recebi dos meus colegas. Sou muito grato”.

“O trabalho na Eletronorte sempre foi intenso e com imensos desafios requeridos pelos principais projetos da empresa, de construir e operar usinas e sistemas de transmissão. Erguer na Amazônia esses projetos, entre eles Tucuruí, foi um imenso desafio para a engenharia nacional. Um grande orgulho que tenho, e não é só meu, mas de todos os empregados. Uma passagem significativa, que guardo na memória, foi o teste de comissionamento da última máquina da primeira etapa de Tucuruí. Os colegas da operação, na pessoa do Ricardo Rios, me agraciaram com a honrosa função de sincronizar a máquina no sistema. Foi uma emoção inimaginável. Lá estava o empregado, engenheiro e diretor, pronto para a missão, quando relembrei um filme da minha vida: os engenhos artesanais de cana de açúcar, a Vila Maiauatá, em Igarapé-Miri, no Pará, onde nasci, o sonho da época de faculdade – trabalhar na construção da grande hidrelétrica que seria erguida no Rio Tocantins –, os tempos difíceis de provisão, as árduas jornadas na construção das estradas de acesso às usinas e subestações, as noites nas fábricas para liberar equipamentos, as ‘reuniões de ativação’ para ajustar e atualizar os cronogramas e orçamentos. Mas minha maior honra foram as pessoas com quem convivi e as amizades que fiz, aos quais não deixo de lembrar em minhas orações”.

“Sobre a minha passagem pelo Ministério de Minas e Energia e Eletrobras, posso dizer que a sede da Eletronorte, em Brasília, facilitou a participação dos seus profissionais no Ministério e em outros órgãos, como o ex-Dnaee, a ANP e a Aneel. Lembro que, em todos os processos de modernização do modelo do setor elétrico, a empresa foi proativa e muito contribuiu. Na crise de 2001, participei com uma equipe apoiando os trabalhos no segmento de geração e transmissão. Em 2005, participava de um trabalho avaliando o andamento dos programas setoriais quando fui cedido ao MME, onde exerci os cargos de Chefe de Gabinete do Ministro e Secretário-Executivo”.

“Em conjunto com as secretarias do Ministério, empresas e agências reguladoras vinculadas, cumpri relevante missão, junto com Albert Melo, diretor-geral do Cepel, na coordenação da Iniciativa Energia Sustentável da ONU e da Conferência Rio + 20. Foi acirrada a defesa da política energética nacional, da matriz de energia limpa e renovável, com base na hidroeletricidade e no etanol, e da universalização do uso de energia elétrica. Tive oportunidade também de representar o Ministério em diversos eventos internacionais, tais como missões junto à ONU, OEA e Olade. Exerci o encargo de ministro interino em diversos curtos períodos, fui Secretário-Executivo do CNPE, participei das reuniões do CMSE, acompanhei grandes eventos do País e convivi com os principais profissionais e ministros de estado da área energética-mineral. Foram experiências memoráveis”.

“Na Eletrobras, nas décadas de 1980 e 1990, participei em vários grupos de trabalho, no GCPS, Comase e Coge. Fui Conselheiro do Cepel de 1991 a 1993, membro do Conselho de Administração da Eletrobras de 2008 a 2015, e coordenei o Comitê de Sustentabilidade. Naquela oportunidade, atuei com as equipes do MME e da Eletrobras, juntamente com a Marisete Daldad e o Armando Casado, para implementar a capitalização das empresas da Eletrobras. No final de 2014, havia solicitado meu retorno à Eletronorte, quando, a convite do presidente José da Costa, fui trabalhar na presidência da holding. Incentivado pelos diretores José Antonio Muniz e Armando Casado, coordenei o Cise, onde fizemos um trabalho de aperfeiçoamento na governança das participações societárias. Eram 175 projetos em parceria com a iniciativa privada, com investimentos de R$ 24 bilhões, no valor total da ordem de R$ 120 bilhões. Cumpri essa missão até a minha aposentadoria em dezembro de 2017. A esse respeito, escrevi o artigo “Melhorias na Governança de Participações Societárias da Eletrobras”, publicado em 2018 pela FGV”.

“Até meados da década de 1980, a Eletronorte não patrocinava entidade de previdência complementar. Os gestores à época foram à luta, estruturando e implantando a Previnorte, da qual sou um participante fundador. No final de 1995, o então presidente do Conselho de Administração da Eletronorte, Mário Santos, conduzia a escolha de nomes para o Conselho e a Diretoria da Fundação. Estive à época com ele, que me convidou e recomendou: ‘cuidem e tomem conta da Previnorte, que é um patrimônio de vocês’. Assim, fui conselheiro da Fundação no período de 1996 a 2003, e presidi o Conselho Deliberativo por quatro anos. Foi feito um completo diagnóstico da situação e promovido um forte ajuste interno, preparando a Previnorte para novos tempos”.

“Com o disciplinamento das regras e dos princípios do regime de previdência complementar, as leis complementares 108 e 109, de 2001, demandaram ajustes nas entidades de previdência. Foram contratados estudos e pareceres de especialistas. Sucederam-se a estruturação do Plano de Contribuição Definida e mudanças no Regimento e no Estatuto. O escopo incluiu o reconhecimento firmado em contratos, dos valores devidos pelas patrocinadoras referentes às reservas matemáticas a integralizar. Um significativo avanço na governança foi obtido com a eleição, pelos participantes, do Diretor de Benefícios e de representantes para os conselhos Deliberativo e Fiscal da Previnorte. As negociações foram tensas e intensas. Cabe registrar um singelo reconhecimento aos mestres Izidoro Lechuga e Massashi Tegoshi, que participaram ativamente daquela reestruturação”.

“Tenho muito orgulho de minha origem de caboclo e da minha carreira. Mas, sem nenhuma dúvida, um orgulho maior é ter constituído uma família junto com minha esposa, nossas duas filhas, neta e genros. E, como pensar no futuro para não ser um fardo quando aposentar ou, se viesse a falecer precocemente? Simples a solução: uma previdência complementar, por meio da qual contribuí mensalmente, com parcela da minha remuneração, constituindo um fundo de complementação de aposentadoria. É fácil falar isto hoje, mas na década de 1980, imaginem. Além do mais, quando o empregador, no meu caso a Eletronorte, participa com aportes nesse fundo, é um reconhecimento superimportante da política de gestão de pessoas. Aliado a isso, contar com uma gestora de alta qualidade e eficiência como a Previnorte é uma segurança. Ademais, atualmente, poder participar às sextas-feiras, de um café com colegas aposentados da Previnorte, que moram em Brasília, para conversar e discutir sobre os mais diversos assuntos e, ao término, não precisar lembrar-se de nada a respeito, ‘sem pró-memória ou ata’, é uma maravilha! Não tem preço”.

“Entendo que o novo Plano Previnorte Família é um vantajoso produto previdenciário que a Fundação estruturou para apoiar os participantes e seus familiares no futuro. É um processo de livre e espontânea adesão e uma boa oportunidade para todos nós. Desde a sua fundação, a Previnorte vem aperfeiçoando a sua governança, e a sua gestão vem seguidamente galgando escalas de melhorias. Cito como exemplo os investimentos dos planos que são avaliados pelo Comitê de Investimentos, aprovados pelo Conselho Deliberativo e fiscalizados pelo Conselho Fiscal. Isto é visível nos resultados, com destaque no setor de previdência complementar. A Fundação foi sempre aquinhoada com gestores de excelência. A recente certificação de autorregulação em governança de investimentos demonstra o compromisso com a excelência e o zelo com os nossos recursos”.

“Aos meus colegas lembro que um grande investimento pode ser feito a partir de módicas quantias e é importante fazê-lo, principalmente na previdência complementar. Podemos, sim, sonhar com um futuro sempre melhor, por mais que pareça difícil e impossível. Não podemos nos deixar dominar pelo medo. Precisamos olhar sempre para frente, manter a labuta, o ânimo e a esperança de que seremos pessoas melhores. Agarremos a oportunidade para robustecer uma vida plena de amor, amizade e solidariedade. Que Deus abençoe a todos e suas famílias”.

José Antônio Corrêa Coimbra participante assistido da Eletronorte.


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