Exclusivo para participantes

carregando..


Jésus Alves da Costa

“Deixei a minha querida Belo Horizonte no final de 1976, aos 23 anos, com destino a Brasília, uma cidade que achava inóspita, estranha e não me imaginava morando nela. Para complicar a situação, não tinha parentes, amigos, conhecidos, emprego, nada. Mas o amor falou mais alto, pois minha namorada, (esposa há 40 anos), havia passado no vestibular e vindo da Bahia para morar aqui. Como Deus sempre me protegeu, mais até do que mereço, as coisas se encaixaram perfeitamente. Passei no vestibular e recebi várias propostas de emprego, antes de entrar na Eletronorte. Constituí uma família maravilhosa, com três filhos, (todos homens), e que já me presentearam com três netinhos maravilhosos. Hoje, não troco Brasília por nenhum outro lugar do mundo. Sempre que possível, retorno a Belo Horizonte, mas só a passeio”. 

“Ingressei na Eletronorte em 1982. Foi uma decisão muito difícil à época, pois já tinha cargo gerencial no grupo de empresas em que trabalhava e ganhava mais do que a empresa se propunha a me pagar, e olha que a minha função era uma das mais bem remuneradas e a Eletronorte era considerada um dos melhores empregadores de Brasília naqueles tempos, incluindo nesse contexto órgãos públicos e outras empresas estatais. Além desse ponto relevante, a questão salarial, o diretor financeiro da empresa em que trabalhava, ou seja, meu chefe, tentava de todas as formas me convencer a mudar de ideia, sob o argumento de que “empresa estatal é um sepulcro de intelecto, onde eu iria me sentir um parafusinho insignificante numa máquina enorme”. Por outro lado, a minha esposa mostrava-se preocupada com a enorme carga de trabalho sob a minha responsabilidade, com muitas viagens, inclusive nos finais de semana, que praticamente não sobrava tempo para ela e para meu primeiro filho que acabara de nascer”.

Recebi o telegrama de convocação da Eletronorte para me apresentar e à medida que a data limite se aproximava aumentava, de forma exponencial, o meu sofrimento pela dúvida da tomada de decisão. Finalmente, combinei com a antiga empresa que iria fazer uma experiência e, caso não gostasse, retornaria aos seus quadros. Nessa brincadeira, se passaram mais de 35 anos sob o guarda-chuva protetor da Eletronorte, tendo sido a decisão mais acertada que tomei na minha vida, depois daquela já mencionada de me mudar para Brasília. Na Eletronorte, sempre trabalhei na Diretoria Econômico-Financeira, uma área de extrema relevância, pois além de administrar os escassos recursos financeiros da empresa, cuida das questões tributárias, contábeis e do planejamento econômico-financeiro, todos de enorme impacto para o caixa e para seu resultado”. 

“Não tive vida fácil, diga-se de passagem. A batalha foi muito árdua, com muitas noites mal dormidas, muito desgaste físico, mental e psicológico, mas a verdade é que nunca me senti um “parafusinho insignificante” como profetizara o já citado ex-chefe. Tive a grata oportunidade de conviver com profissionais de qualidades excepcionais, o que me agregou muito conhecimento, experiência e satisfação pessoal. Costumo dizer que tudo o que tenho, obtive por meio da Eletronorte, embora não deixe de lado a convicção que sempre procurei fazer o melhor em prol de quem garantia o sustento digno e confortável da minha família, ou seja, foi um casamento que deu certo. Se de um lado a empresa me dava as condições de digna sobrevivência, em contrapartida eu lhe dedicava esforço, responsabilidade e lealdade. Tenho uma enorme gratidão à equipe da Superintendência de Contabilidade pelo apoio, respeito e consideração que sempre teve comigo, o que contribuiu, sobremaneira, para a minha ascensão profissional. Enfrentamos várias batalhas e sempre entregamos trabalhos de alto nível, inclusive com reconhecimento público e obtenção de prêmios de projeção nacional”.

“Além dessas etapas, tive, como assistente da Diretoria Econômico-Financeira, a oportunidade de cuidar de dois processos instigantes, um como gerente de compliance e outro como presidente da Comissão Permanente de Ética. Particularmente, na Comissão de Ética, por ser uma atividade totalmente fora da minha experiência profissional, acabou se constituindo num trabalho envolvente, o que me possibilitou grande evolução como ser humano e, de quebra, a oportunidade de conviver com pessoas incríveis, sensatas, de elevado caráter e de vasto pendor ético e moral, tanto na Eletronorte, quanto no Fórum de Gestão da Ética nas Empresas Estatais. Ao longo desses anos, me preparei para o dia que findaria as minhas atividades laborais remuneradas, tanto sob o aspecto financeiro, quanto físico e psicológico. Sou aderente a quem defende a tese que a vida é composta de ciclos e que estes se fecham. Portanto, depois de muita luta, de muita responsabilidade, de ver meus filhos bem situados na vida e de ter uma família bem estruturada, para mim, esse ciclo profissional acabou de se fechar. Embora respeitando, partindo da premissa de que cada caso é um caso, discordo daqueles que argumentam “que não conseguem parar de trabalhar”.  Entendo que existe tanta coisa interessante, envolvente e cativante para se fazer no ciclo pós-emprego, que dá para levar a vida numa boa, repleta de grandes momentos de prazer e satisfação”.

“Nessa perspectiva de vida, aderi ao Programa de Aposentadoria Extraordinária ofertado pela Eletronorte e me desliguei da empresa no dia 13 de dezembro de 2017, com o sentimento de dever cumprido. Saí no momento certo, sem mágoas, ressentimentos ou peso na consciência, partindo da premissa que se algum desgaste, alguma desavença momentânea aconteceu, eles foram adequadamente superados. Eram acontecimentos momentâneos, intrínsecos ao processo e ficaram no passado. Ainda me sinto numa espécie de férias prolongadas, pois tenho viajado muito, mas nutro a firme convicção de que jamais me arrependerei da decisão tomada, vez que ela foi bem pensada, amadurecida e avaliada. Não tenho qualquer tendência para depressão, queixumes ou coisa do gênero, até mesmo porque me considero uma pessoa extremamente realizada, feliz e grata a Deus por ter me protegido o tempo todo, a quem agradeço a todo instante”.

“Tenho hábitos simples, vivo modestamente, e procurarei viver cada segundo como se fosse o último. Pretendo ocupar o meu tempo com muita leitura, viagens, cuidando das minhas plantinhas, curtindo os meus netinhos, contemplando as belezas que a natureza nos dispõe, mas nem sempre nos damos conta, e, sobretudo, cuidando da minha querida esposa, que tanto contribuiu para que chegássemos a esse patamar de realização familiar. Para garantir essa vida serena, de paz e tranquilidade, no seio da minha família, conto com o indispensável apoio da nossa Previnorte. Sou um dos participantes fundadores da entidade, sempre acreditei e nela apostei todas as minhas fichas, desde o início. Sem querer polemizar, mas me recordo que alguns colegas comentavam, quando da constituição da Fundação: “isso não vai dar em nada”, “da minha aposentadoria cuido eu” ou, ainda, “é um peso muito grande para meu orçamento familiar e não vou fazer esse sacrifício”. Afora esse último argumento, vez que só o indivíduo, “de per si”, possui todos os elementos para respaldar a sua decisão, nunca compactuei com esse tipo de pensamento, pois vislumbrava que o fundo de pensão seria o sustentáculo financeiro para garantir um final de vida com dignidade e conforto para mim e para minha família”.

“Tenho motivos de sobra para acreditar na Previnorte, de quem fui conselheiro fiscal por vários anos, por se tratar de uma instituição sólida, menos vulnerável a desmandos políticos, que possui um quadro técnico altamente qualificado, gestores confiáveis e preparados e uma governança de primeira linha. Evidentemente, todos nós precisamos ficar atentos, inclusive nos propondo a participar dos conselhos Deliberativo e Fiscal, de forma a garantir a sólida continuidade da Fundação. A Previnorte está sempre na vanguarda, na busca incessante pela modernização dos seus processos. A obstinada meta da obtenção do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) é um deles, não pela premiação propriamente, mas pelos benefícios que o processo traz para a sua governança”.

“Causa-me verdadeiro torpor ficar sabendo que alguns colegas ainda não aderiram ao plano de aposentadoria complementar, por se tratar de um excelente meio de poupança, já que as empresas contribuem na mesma proporção da contribuição individual. Além dessa realidade factual, não podemos nos esquecer de que, no futuro, indubitavelmente, a menos que a pessoa tenha outra atividade extremamente rentável, não se consegue viver tão somente com a aposentadoria ofertada pela Previdência Social, isso se ela não sucumbir a médio prazo. Não gosto de dar conselho, mesmo a quem me pede, apenas costumo emitir a minha opinião sob o entendimento que “não aderir à Previnorte se constitui um enorme desatino. Aos colegas que permanecem na empresa, desejo muito sucesso, que continuem acreditando e, sobretudo, trabalhando com afinco e dedicação pela sobrevivência dessa inigualável empresa. Evidentemente, sempre tendo em mente que, em algum momento, a parada de cada um tornar-se-á obrigatória, isso é inexorável. Portanto, preparem-se para esse momento, que chega ‘tipo rapidinho’. Aos que já saíram, desejo muita paz de espírito para curtirem a vida com leveza, sensibilidade e, sobretudo, com muita saúde”.

 

Jésus Alves da Costa
participante assistido da Eletrobras Eletronorte. 

 


Contato

Telefone: (61) 2105-0300
Fax: (61) 2105-0301
Email: relacionamento@previnorte.com.br
Endereço: SCN Quadra 01, Bl. “C” – 8º Andar
Ed. Brasília Trade Center – CEP: 70711-902 / Brasília-DF



Desenvolvido por Atalho Comunicação