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Humberto Rodrigues Gama

          

          “A minha história na Eletronorte remonta aos idos de 1977. Fui contratado para trabalhar na construção da Usina Hidrelétrica Tucuruí, um desafi o gigante para todos. Implantar a maior usina brasileira em plena selva amazônica, totalmente desprovida de infraestrutura, parecia coisa de sonhadores. Mas lá fomos nós, pioneiros e cheios de vontade. Eu trabalhava há sete anos na Cemig, onde participei da implantação das usinas hidrelétricas Volta Grande e São Simão. Minha área era a de tecnologia do concreto, onde fazíamos o gerenciamento da qualidade e fi scalização dos trabalhos. Ainda na Cemig estudei na Universidade da Califórnia, em Berkeley, onde fi z um curso de tecnologia avançada do concreto. Isso em 1973”.

          “Quando fui para Tucuruí, tive um convite para trabalhar em Itaipu, então a maior hidrelétrica do mundo, e com um gigantesco volume previsto de concreto. Meu relacionamento com o então engenheiro residente de Tucuruí não era bom, o que me motivou a aceitar o convite da Itaipu Binacional, após um ano em Tucuruí. Então fui para Itaipu, gerenciar o laboratório de concreto. Ali fiquei até o desvio do rio. Nesse ínterim, a Eletronorte promoveu uma radical mudança de sua estrutura diretiva na obra. Ascendeu à chefia o engenheiro Érico Bittencourt de Freitas, que me chamou para ser seu vice-presidente. E lá fui eu de volta à floresta!”

          “Foi uma época de trabalheira infernal! A obra andando e tanto nós quanto a empreiteira principal fomos formando as equipes de trabalho em todas as frentes. E onde ainda não tínhamos o profissional adequado, tínhamos que fazer o seu papel. O mesmo problema tinha o pessoal da Sede, em Brasília. Formar equipes, acompanhar o desenvolvimento dos projetos, licitar as contratações de projetos, montagem e comissionamento; treinar o pessoal para a futura operação das máquinas, tudo isso era uma tarefa hercúlea. A Eletronorte já trabalhava também na implantação das usinas Balbina e Samuel, com as mesmas dificuldades de conseguir pessoal, pois neste período de grande desenvolvimento do Brasil estavam em construção simultânea umas quinze grandes hidrelétricas, fato incomum no mundo”.

          “Então propusemos uma experiência prontamente aprovada pelos órgãos superiores: a contratação de engenheiros recém-formados, em vagas de técnicos, para trabalharem junto aos nossos especialistas, em função de aprendizado. Ao longo do tempo foram uns quarenta profissionais. Deu tão certo que em Balbina e Samuel esses engenheiros, agora já gabaritados, tocaram as obras, supervisionados por engenheiros já experientes. E a um custo bem menor para a Eletronorte. Após a inauguração de Tucuruí, em 22 de novembro de 1984, fui transferido para Brasília. Meus filhos, já em outro nível escolar, foram ponto importante para esta decisão”.

          “Naquele momento, a Eletronorte estava trabalhando fortemente para iniciar as obras da hidrelétrica Santa Isabel, no rio Araguaia, e eu fui coordenar as ações do empreendimento. No entanto, a falta de recursos financeiros, aliada ao difícil equacionamento das questões ambientais não permitiram a consecução daquele projeto até os dias atuais. E eu fiquei na Eletronorte até o momento que entendi ser o adequado para parar, e me aposentei, após 48 anos de trabalho no setor elétrico, em 10 de julho de 2017”.

          “É bom destacar que esta aposentadoria só foi possível pela existência da Previnorte. Se fosse depender do INSS, os rendimentos mal dariam para pagar a taxa de condomínio de minha residência.

          Eu saí por vontade própria, com o objetivo de cuidar melhor de minha saúde. O plano de incentivo à aposentadoria veio em boa hora, mas não foi a razão principal de minha decisão, que foi discuti da e aprovada pela minha família, mulher e filhos. Aliás, um capítulo à parte na minha trajetória profissional: minha mulher. Somos casados há 45 anos e já nos conhecíamos desde os tempos de faculdade. Ela sempre me apoiou e incentivou e sempre estivemos juntos em todos os momentos, batalhando por um futuro melhor para nós e nossos filhos”.

          “Quando da criação da Previnorte, em 1988, tão aguardada por nós, empregados, veio um baque: a contribuição era alta, considerando se meu salário e minhas despesas com três filhos estudando em escolas particulares e todos os gastos de se viver em uma cidade como Brasília. Nunca tive outras rendas além do salário, então decidi deixar a Fundação. Passados dois anos, já tendo percebido a besteira que fiz, e equacionando minhas despesas, tentei voltar à Previnorte, o que na época não era permiti do. Só em 1991 abriram-se as portas para o meu retorno, mas com o pagamento de uma ‘joia’, o que fiz com um bom sacrifício, mas plenamente convencido  de que era a coisa certa”.

          “Por volta do ano 2000 houve a implantação do chamado Plano B, ao qual eu aderi como mais uma decisão acertada. Desde então aprovisionei na Previnorte o máximo equivalente ao teto que a Eletronorte aportava. Quero crer que o rendimento que a Fundação me paga permita que eu mantenha o padrão de vida que levo. Sempre modesto, mas dentro do que desejamos. Por isso considero a previdência complementar como indispensável para os empregados da Eletronorte, principalmente em função da crescente má gestão dos órgãos públicos”.

          “Sem sombra de dúvida permito-me aconselhar os mais jovens: pensem em seus futuros! O tempo passa rápido e daqui a pouco vocês estarão se aposentando, e se não se prevenirem, o final da vida pode não ser nada bom. Ainda mais se se levar em conta o aporte que a empresa faz junto com o seu, não há investi mento mais rentável. O risco da Previnorte dar resultados indesejáveis existe, mas ao se colocar gestores competentes ali, o negócio só tende a melhorar. Até o momento, ao que eu saiba, as gestões atuais e anteriores só fizeram crescer a entidade. E como os participantes ajudam a eleger os gestores, a perspectiva só pode ser boa”.

          “Não pretendo ter outra atividade de trabalho. Agora sou só um lacaio a serviço de minha mulher, filhos e neta, principalmente como motorista! O interessante é que até o momento ainda não tive aquele tempo livre sem ter alguma ocupação. E nem fizemos aquelas viagens que todos imaginamos ao não ter mais as limitações de tempo nas sempre curtas férias”.

          “Destaco que sempre tive um relacionamento excelente com todos com quem convivi profissionalmente, e me desliguei das atividades com plena consciência de que só deixei amigos por onde passei. Foi uma dádiva ter pertencido ao quadro de colaboradores da Eletronorte, aliado a um excelente ambiente entre as pessoas. Sempre tive apoio no trabalho, seja pelas relevantes funções que exerci (comandar a construção da maior obra do Brasil), a liberdade no trabalho, o apoio ao tomar decisões, até o quadro de colaboradores competentes e fiéis. E nada pode ser melhor do que dizer em alto e bom som: eu fui um dos milhares que participaram dessa epopeia”!

Humberto Rodrigues Gama
participante assistido da Eletrobras Eletronorte   


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